A API estreita laços com Espanha
Madrid, Espanha
A convite da presidente do Instituto de Engenharia de Espanha (IIE), María Cruz Díaz Álvarez, reuniram-se em Madrid o presidente da Academia Pan-Americana de Engenharia (API), José Domingo Pérez Muñiz, com os presidentes dos colégios profissionais agrupados no Instituto, Javier Pérez de Vargas Cabrero, diretor executivo da Real Academia de Engenharia de Espanha (RAI), o presidente e o ex-presidente da Academia de Engenharia do México, Guillermo Aguirre e Alberto Lepe, respetivamente, e Aridaí Herrera, em representação da FEMOI.
Durante a reunião, o engenheiro Pérez Muñiz entregou ao IIE uma cópia encadernada da Declaração do Jubileu da Academia Pan-Americana de Engenharia, realizada no Panamá. No seu discurso perante os colegas espanhóis, o Eng.º Pérez Muñiz descreveu a visão da Academia sobre a educação e o desenvolvimento da engenharia para mitigar os danos causados por desastres naturais, projetar e construir obras resilientes e atenuar o impacto das alterações climáticas, aproveitando o poder e o potencial da inteligência artificial.
Da Declaração, adotada no Panamá durante a celebração do Jubileu da Academia, o presidente da API destacou como as alterações climáticas incidem na frequência e na magnitude dos desastres naturais e nas suas consequências: a perda de vidas humanas, de fauna e flora, a destruição de ecossistemas e de meios de subsistência para a humanidade, e a destruição de habitações, escolas, hospitais e infraestruturas. Além disso, ressaltou como esse impacto recai com maior intensidade sobre as populações mais vulneráveis, as comunidades marginalizadas, as pequenas ilhas e os países em vias de desenvolvimento.
Numa mensagem de transcendência global, o Eng.º Pérez Muñiz indicou: “Quando falamos de sustentabilidade e resiliência, não falamos apenas de engenharia; falamos do bem-estar da humanidade, e esta responsabilidade não pode ser exercida de forma isolada. Os desafios climáticos, tecnológicos e sociais não reconhecem fronteiras e exigem a cooperação entre países, universidades, academias, organizações profissionais, governos e a sociedade civil”.
Como ilustração das suas declarações, o presidente da API fez referência aos incêndios que, durante o verão, afetaram Madrid e ao impacto que tiveram nas comunidades circundantes. “Os fogos não paravam ao encontrar a demarcação entre uma comunidade e outra; não reconheciam fronteiras; por isso, para os enfrentar foi necessária a colaboração de diferentes autoridades e governos, bem como da sociedade civil”.
A engenheira Díaz Álvarez abordou a atenção que o IIE dedica ao desenvolvimento da engenharia em Espanha e como esta coincide com a da API. Concretamente, detalhou as iniciativas desenvolvidas durante os últimos anos que constam no Relatório de Atividades, cuja edição mais recente entregou ao presidente da Academia.
O presidente da API destacou e agradeceu a contribuição dos ilustres académicos espanhóis, María Jesús Prieto Laffargue, API, ex-presidente da FEMOI, e Fernando Rodríguez López, API, presidente da AIIA, bem como a dos sempre recordados José Medem San Juan, API, e José Jabier Diez, API.



